04/12/2011

-Utopia

Utopia é a realidade que nunca foi posta em prática, toda (ou quase toda) realidade um dia foi utopia, se torna fundamental a contribuição espiritual, lembrando que a perfeição deriva da prática, que deriva da imperfeição (no meu ponto de vista: imperfeição perfeita), imperfeição do ponto de vista. A utopia é a mais bela essência do romantismo, a utopia é a mais bela essência do pensar. Acreditar custa uma vida, nós só podemos acreditar uma vez, então acredite. Viva a utopia!




21/11/2011

-Estranha Evolução

A sociedade com sua estranha evolução
investe mais violência do que em educação
senso crítico é a última opção
querem mesmo é implantar a alienação.

Virando as costas para a população
os políticos são os mestres da corrupção
tudo partindo do princípio da guerra
para eles é tolice cultivar a paz na terra.

O governo coloca a culpa na favela
responsabilizando somente o povo pela miséria
miséria: a filha abandonada do livre mercado
liberalismo um interesse caro: favorece grandes corporações ligadas ao estado.

É um teatro, talvez um circo
a platéia é a que corre o risco
os palhaços estão sorrindo para as dores
e para a ignorância dos eleitores.
 

28/09/2011

-Espírito Imortal



A maneira correta
é deixar acontecer
se não acontecer
é hora de abrir mão.

Os santos sabem morrer
os anjos conhecem a luz
os demônios manipulam os prazeres
os deuses sabem criar.

Entidades manifestadas
um extinto animal
em cada mente louca
há um espírito imortal.

18/08/2011

-Múmias.



Há inocentes
dando fuga à realidade
o mundo cabe em minhas mãos
no coração cabe a saudade.

Tu és obrigado a dizer sim
mesmo querendo dizer não
estou certo que sim
sobre o ritual de iniciação.

Todos são testemunhas
dos planos secretos
queimaram
a tumba das múmias.

15/08/2011

-Cárcere.

O corpo é o cárcere da alma, quando é triturado se transforma num reflexo, preso está o corpo, preso por conta de um trato, de estar junto, o encarceramento de minh'alma necessita da outra parte. A visão alternativa é relativa ao sobrenatural, o princípio está morto, agora libertaram os vilões, tudo pode, nada é feito, simpatizo mais com os demolidores de valores, a obra incompleta é impossível, a direção da flecha é visível.

Vamos nos conectar ao que é universal, repartir sem pena o abrigo de amanhã, acenderemos a vela, repartiremos sem pena, mataremos o corpo, deixaremos a alma.

06/08/2011

-Zona da Plebe.


Essa é a Zona da Plebe, expressão anárquica, aonde os plebeus desfrutam do amor e da arte, da erva e do vinho. Dentro desta casa há um universo ilimitado, porém limitado para aqueles que não conseguem enxergar além de uma repetida realidade, dentro dessa casa existe telas, esperando alguém tingi-las, nem que seja novamente de clareza, o importante é dar uma vida, não reclamar da lida.

O psicodelismo impactante incomoda, a mistura ilógica também, mas no fundo enche os olhos de brilho, daqueles que leem e não suportam, esses provavelmentes nunca irão esquecer, que a Zona da Plebe é um lugar para nascer e morrer, um lugar para ressucitar idéias. Atravessando a linha do tempo, com charadas indecifráveis, para os normais é música, para anormais é viajem, essa é a resposta da passagem.

-O outro Outono.

Errar é bom
perder nem sempre
viver no tom
tocando tambor.

Ser amante
jamais casado
jamais amar
ser amor.

Desafiar a estrada
desenfrear a noção
de que o ponto de chegada
é também de interrogação.

03/08/2011

-O Cínico.

Sínope deu adeus ao filósofo, pura irreverência cínica de contestação, humana, sobre o saber humano nada mais coerente, a antiguidade presenciou a essência da irreverência. Filósofo andarilho, cínico, morador de um barril, não de pólvora, mas de idéias, incontestavelmentes anarquistas. O seu saber nunca será mais que a sua humildade, clara diante do manifesto pessoal da anti-civilização, vagava com sua lanterna, festejando sua missão, perguntava-se aonde estaria a natureza, percorria assim, vestindo seus velhos trapos, ironizando reis, louvando cães.

02/08/2011

-Elvis e Santos. Conto 1- A Folha.

-Elvis, me consiga uma folha.
-Folha de que Santos, de maconha?
-De maconha não Elvis, acabei de carburar. Preciso de uma folha de caderno mesmo.
-Para que uma folha de caderno?
-É para construir um avião.
-A maconha está afetando seu cérebro, virou criança novamente foi? Para ficar fazendo aviãozinho ao invés de ir trabalhar?
-Não. A folha caderno é para anotar os cálculos iniciais do meu projeto de aeroplano.
-Só para isso mesmo? Não vai bolar outro beck não né Santos?
-Não. Prefiro enrolar na Pure Hemp mesmo.
-Dizem que a Smoking é melhor...
-Nem acho. Mas afinal o que estou fazendo com uma folha de caderno na mão, Elvis?
-É para construir o avião! Esqueceu foi?!
-Nem esqueci, na verdade quero outra, está daqui está rasgada e a asa irá ficar torta.

-Arvoredos Amantes.


_
Ladeira a baixo, viela limpa
lavando os cacos da via ímpar
garimpa, supimpa
grilos cantantes.
_
Arvoredos amantes
levam gripe para lá
sugam fatos para cá
até seu corpo se debilitar.
_
Revoada expulsa do cartório
bom ateu, à nós e há deus
quem delira
lira tocada pelo arcanjo, interrompeu a ira.

01/08/2011

Retratos bagunçados.



Não perca seu tempo querendo sorrir com uma estátua que não tem mais graça, insira cartilha com cartas na mesa, a carta da manga não quer mais cantar, vivendo na porta, pedindo esmolas e as caridades dos donos do mundo, donos do mal e da Babilônia; dramas do mal que não me explica, que só complica o fim do mundo e as profecias dos loucos amantes, matando sistemáticos burros falantes, derrubando as florestas em favor de interesses, dizem ser construção civil e mais uma falsa evolução do Brasil.

São tantos retratos bagunçados na parede de uma sobrevivencia que tira o fôlego, penas profundas, olho por olho, cego por cego, morto por morto, sendo o piloto do seu suicídio, mundo perdido canta vitória, colocando uma bomba no própio abrigo.

Avante o pé, sem dias de glória, caminho cortado e a trilha pra trilha é uma perdição, julgando o ventre da sua marqueza é natureza com poluição, ambiental, cerebral, vasta alienação não cabe no meu bolso e nem nas minhas mãos.