Sínope deu adeus ao filósofo, pura irreverência cínica de contestação, humana, sobre o saber humano nada mais coerente, a antiguidade presenciou a essência da irreverência. Filósofo andarilho, cínico, morador de um barril, não de pólvora, mas de idéias, incontestavelmentes anarquistas. O seu saber nunca será mais que a sua humildade, clara diante do manifesto pessoal da anti-civilização, vagava com sua lanterna, festejando sua missão, perguntava-se aonde estaria a natureza, percorria assim, vestindo seus velhos trapos, ironizando reis, louvando cães.

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